O que é a raiva canina?
A raiva canina é uma doença viral e altamente contagiosa que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo os cães. O agente causador da doença é o vírus da raiva, que pertence à família Rhabdoviridae. A infecção geralmente ocorre através da mordedura ou arranhadura de um animal infectado, transmitindo o vírus para o hospedeiro. O período de incubação pode variar, mas, uma vez que os sintomas aparecem, a doença avança rapidamente e, se não for tratada, pode levar à morte.
Sintomas da raiva em cães
Os sintomas da raiva em cães podem ser divididos em fases:
- Fase de Incubação: Geralmente assintomática, pode durar semanas ou meses. O virus se multiplica lentamente no organismo.
- Fase Prodômica: Dura cerca de 2-10 dias e é caracterizada por mudanças de comportamento, como aumento de agitação, irritabilidade ou temor em situações normalmente cotidianas.
- Fase Neurológica: Neste estágio, sintomas mais agudos aparecem, como dificuldade em engolir, salivação excessiva, paralisia, convulsões e, em alguns casos, um comportamento agressivo.
- Fase Terminal: O cão pode apresentar paralisia progressiva e, eventualmente, morrer por paralisia respiratória.
Como a raiva é transmitida
A transmissão do vírus da raiva ocorre principalmente através da saliva de um animal infectado. As mordidas são a forma mais comum de transmissão, mas também pode acontecer através de arranhaduras e, em raros casos, pela exposição direta a mucosas ou feridas abertas. Os animais que mais frequentemente transmitem a raiva são os morcegos, cães, gatos e raposas. É importante notar que a raiva não é transmitida por meio do contato com a pelagem ou com a urina de um animal infectado.

Importância da vacinação
A vacinação contra a raiva é a forma mais eficaz de prevenir a doença, não apenas em cães, mas também na população humana. A vacina cria anticorpos que protegem os cães contra o vírus. As campanhas de vacinação em massa ajudam a controlar a incidência da raiva em áreas específicas, reduzindo o risco de surtos. Todos os tutores devem garantir que seus pets estejam com a vacinação em dia, realizando as doses de reforço conforme recomendado.
Ações da Vigilância em Saúde
A Vigilância em Saúde implementa diversas estratégias para combater a raiva, incluindo:
- Monitoramento de Casos: Acompanhamento de possíveis casos de raiva, com investigação e resposta rápida em áreas afetadas.
- Campanhas de Vacinação: Promoção de dias de vacinação antirrábica em áreas de risco e desenvolvimento de programas para vacinar animais de estimação e de rua.
- Educação da População: Informar os donos de animais sobre a importância da vacinação e os riscos da raiva.
- Cooperação com Comunidades: Trabalhar em colaboração com organizações não governamentais (ONGs) e grupos comunitários para controlar a população de animais de rua.
Dia D de Vacinação Antirrábica
O Dia D de Vacinação Antirrábica é uma data designada para a realização de campanhas de vacinação em massa. Durante este dia, são oferecidos serviços de imunização gratuita para cães e gatos em diferentes pontos da cidade. É fundamental que os tutores levem seus animais para serem vacinados, garantindo que todos estejam protegidos contra a doença.
Orientações para tutores de animais
Os tutores devem seguir algumas orientações para proteger seus animais e a comunidade:
- Manter a vacinação em dia: Verifique o calendário de vacinação e leve seu animal a um veterinário regularmente.
- Controlar a circulação do animal: Evite que seu cão ou gato ande solto em locais públicos, especialmente onde há outros animais desconhecidos.
- Identificação do animal: Utilize coleiras com identificação e microchip para facilitar o retorno em caso de perda e controle de vacinação.
- Consultar um veterinário: Ao notar qualquer sintoma suspeito ou comportamento anômalo, procure imediata avaliação profissional.
Medidas de controle e prevenção
Além da vacinação, várias medidas de controle são essenciais para prevenir surtos de raiva:
- Educação Público: Informar a população sobre como prevenir a raiva, incluindo o controle de animais errantes e a importância da vacinação.
- Monitoramento de Animais: Observações constantes de cães e gatos nas comunidades para identificar e coletar animais não vacinados.
- Denúncias: Incentivar a população a reportar casos suspeitos de raiva e aglutinar informações para intervenções rápidas.
Como identificar um animal infectado
Reconhecer os sinais de um animal infectado pode ajudar na prevenção da raiva. Os sinais incluem:
- Mudanças de Comportamento: O animal pode se tornar agressivo, inquieto ou ter um comportamento estranho.
- Hipersalivação: Salivação excessiva é um sinal comum de que o animal está apresentando sintomas da raiva.
- Dificuldade de Deglutição: O animal pode ter dificuldade para engolir e parecer angustiado.
- Paralisia: Em estágios mais avançados, o animal pode apresentar paralisia progressiva.
Rede de atendimento para exposições ao vírus
A rede municipal de saúde é organizada para atender casos de possível exposição ao vírus da raiva. Em caso de mordeduras ou arranhaduras, as seguintes ações devem ser realizadas:
- Busca de Atendimento Imediato: Dirija-se a uma unidade de saúde ou hospital que tenha protocolos para casos de raiva.
- Vacinação Pós-exposição: A vacinação deve ser iniciada o mais rápido possível após a exposição ao animal suspeito.
- Informações sobre a Situação do Animal: Forneça ao médico qualquer informação relevante sobre o animal que provocou a lesão.
Além disso, é imprescindível que a população tenha acesso a informações sobre a raiva e como prevenir sua transmissão. A conscientização é uma ferramenta poderosa na luta contra esta doença potencialmente fatal.


